sexta-feira, 10 de abril de 2020

Precisamos cuidar dos nossos idosos


          Diante da pandemia que estamos enfrentando, cresce ainda mais a importância de sabermos como compreender e manejar as necessidades da população idosa. Isso, porque, entre outros aspectos, o envelhecimento evidencia também uma dificuldade de adaptação ao ambiente. Além disso, saibamos que não é normal uma pessoa idosa apresentar quadro de depressão, infecção urinária nem perda de memória, por exemplo. Tais quadros clínicos exigem investigação criteriosa. Com o objetivo de melhor compreender os idosos e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população idosa, hoje conversaremos sobre imunização, por meio de vacinação, prevenção primária, secundária e terciária.

          Entre as recomendações da prevenção primária de saúde – aos idosos – estão: dieta balanceada, atividade física, cessação do tabagismo, evitar o consumo de álcool e estar sempre com a carteira de vacinação em dia. A dieta balanceada se faz necessária, visto que desnutrição e perda de peso estão relacionadas com perda funcional do idoso. A atividade física rompe o sedentarismo e modifica os fatores de risco para doenças causadoras de incapacidade. Além disso, o idoso precisa ser encorajado a abandonar o tabagismo, porque, assim, entre outros motivos, ficará distante da chance de desenvolver Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, por exemplo. Quanto ao consumo de álcool, deve ser evitado, já que alcoolismo se relaciona, intimamente, com câncer de fígado, cirrose hepática e hepatite, por exemplo.

          Da prevenção secundária, faz parte o rastreio de doenças em idosos assintomáticos. Tal ação se faz necessária, porque o diagnóstico precoce de uma doença permite intervenção que trará benefícios ao paciente. Por meio do raciocínio clínico apurado e da anamnese (entrevista) feita com o idoso, pode-se precocemente rastrear neoplasias, doenças metabólicas (obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, por exemplo), osteoporose, depressão e aneurisma de aorta abdominal, para citar apenas alguns exemplos. Quando há doença estabelecida, “entra em campo” a prevenção terciária. Tal recurso tem como objetivo manter a funcionalidade ou tentar recuperar o patamar anterior da saúde do idoso. Frequentemente, a prevenção terciária conta com equipe multiprofissional na assistência aos idosos.

         Para, portanto, cuidarmos da melhor maneira dos nossos idosos, precisamos estar atentos ao que é recomendado pela prevenção primária, secundária e terciária de saúde. Além disso, precisamos auxiliar os idosos no acompanhamento do calendário nacional de vacinação. Ao compreendermos as necessidades e aflições da população idosa, melhor poderemos protegê-la. O inverno se aproxima. Em razão disso, faz-se necessário que todos os cidadãos assumam o compromisso de zelar pelo bem-estar, pela dignidade e pela saúde do idoso. À medida que a solidariedade com os idosos aumenta, o poder de ação do Covid-19 diminui – e muito. 


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O SUS é nosso!


       Em 1923, a Lei Eloy Chaves criou as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAP’s) para promover assistência médica a uma parcela dos trabalhadores brasileiros. A referida lei é vista como um embrião do sistema de saúde que temos hoje. Posteriormente, em 1933, Vargas criou o Instituto de Aposentadorias e Pensões (IAP). A partir do IAP, o Estado passa a ter maior participação no sistema público de saúde. Mais tarde, o Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) se tornou o gerenciador dos benefícios socais, enquanto o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) gerenciava as assistências médicas. E, em 1988, por meio da Constituição Federal, nasceu o nosso Sistema Único de Saúde.
          Como podemos perceber, o nosso sistema de saúde permanece em constante evolução e aprimoramento. Assim sendo, ainda há aspectos a serem melhorados. Infelizmente, muitos cidadãos passam muito tempo nas filas, aguardando a liberação de leitos, por exemplo. Sem falar na escassez de recursos que prejudica, e muito, o nosso SUS. Quase sempre, nos corredores do Hospital Universitário de Santa Maria, há pacientes sendo atendidos ou aguardando por procedimentos cirúrgicos. Ressalto aqui o trabalho das equipes de saúde que trabalham diariamente para que os pacientes sejam atendidos da melhor maneira possível. O SUS realmente precisa de profissionais dispostos a enfrentar tempestades, se necessário, na busca por dias melhores. 
        Leitor (a), não quero aqui defender cegamente o nosso Sistema Único de Saúde nem defender qualquer forma de politicagem, seja ela de esquerda, seja ela de direita. Sei que o nosso SUS precisa ser aprimorado em determinados aspectos. Entretanto, sei também que tal aprimoramento não virá por meio de canalhices de gestores mal intencionados. Leitor (a), hoje escrevo para pedir a tua ajuda na defesa do nosso SUS. Faço tal pedido, porque as engrenagens do SUS não podem parar. Por ano, segundo o relatório de gestão do Ministério da Saúde, são realizados pelo SUS: 117.754 internações, 9.647.928 exames laboratoriais, 2.751.422 consultas, 99.021 procedimentos cirúrgicos e 819.507 procedimentos ambulatoriais. Em razão disso, convido-te a cobrar das nossas autoridades empenho para que o nosso SUS permaneça em constante evolução.
          Peço-te, portanto, leitor (a), que não faças parte do grupo que vive para jogar pedras no nosso Sistema Único de Saúde. O SUS é teu, é meu, é nosso. Assim sendo, precisamos lutar contra o sucateamento de um dos nossos bens maiores. Nessa ferrenha luta diária, não podemos nos abdicar da luta pelo nosso SUS. Infelizmente, existem “profissionais” e determinadas “empresas” de saúde que lucram muito, quando o nosso SUS virá motivo de deboche e de piada. Terão de fazer muito mais do que fazem hoje para que consigam desintegrar o nosso Sistema Único de Saúde. Por hoje, peço novamente que ajudes na luta pelo constante aprimoramento do nosso Sistema Único de Saúde.




quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

2020: um novo recomeço


"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"

(Mario Quintana)




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          O ano de 2019 proporcionou a todos nós – por meio de vitórias e de derrotas, de ganhos e perdas – momentos memoráveis e situações nem tão alegres assim. Tais circunstâncias possibilitaram lições e o nosso aperfeiçoamento como ser humano. Talvez, em algum momento, a situação tenha saído do nosso controle. Entretanto, ressalto que, mesmo diante de um imprevisto e da ausência de culpa, somos responsáveis pelos nossos sentimentos diante dos fatos ocorridos. Ao pensar dessa forma, retomamos as rédeas de nossa própria vida, passamos a nos sentir gratos pelo que passou e, consequentemente, prontos para assimilar o aprendizado que chega com o 2020.                                                                                                                      
          Podemos começar o novo ano agradecendo pela nossa saúde, pelas oportunidades diárias de aperfeiçoamento pessoal/acadêmico/profissional, obtidas no ano passado, e pela convivência com pessoas boas e honestas em 2019. Pode parecer estranho, mas precisamos agradecer também pelo contato com pessoas egoístas e desonestas na vida pessoal/acadêmica/profissional. Certamente, leitor (a), em algum momento, alguém foi desonesto (a) contigo também. Em vez de sentir raiva, precisamos agradecer pelo convívio com péssimos exemplares de seres humanos. Isso porque tal convivência nos ensina como não devemos agir na nossa vida cotidiana.
          Além disso, o ano novo traz a oportunidade de aprendermos a lidar bem com as derrotas, assim como lidamos com as vitórias. Precisamos aprender a assimilar os ensinamentos proporcionados pelos dias difíceis. Isso porque os tempos áridos nos mostram o quanto precisamos nos aperfeiçoar na nossa existência diária. Ademais, não podemos esquecer que as circunstâncias difíceis não acontecem apenas para causar sofrimento. Há um motivo muito maior por trás dos embates que enfrentamos e da dor que sentimos: nosso aperfeiçoamento como ser humano.
          Então, leitor (a), gostaria de dizer a ti que, em 2020, teremos uma vida maravilhosamente perfeita, mas, se dissesse isso, estaria mentindo. Entretanto, ressalto que não há motivo para desânimo ou para falta de esperança. Em 2020, teremos dias bons, dias não tão bons assim, teremos vitórias, derrotas, momentos alegres e momentos tristes. Assim sendo, diante de cada circunstância que se apresentar, precisaremos evidenciar a nossa melhor versão possível, como ser humano, para que consigamos assimilar o máximo do conhecimento, disponibilizado pelas circunstâncias cotidianas da vida nesse novo ano.





(Imagem retirada da Internet)



terça-feira, 24 de setembro de 2019

Setembro Amarelo: falar é a melhor solução


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          Falar sobre suicídio não estimula um indivíduo a desistir da vida. Pelo contrário, ao falarmos sobre suicídio, damos ao indivíduo angustiado uma oportunidade para que fale a respeito daquilo que lhe está causando dor e sofrimento. Ao evitarmos falar sobre suicídio, deixamos de estender a mão a alguém que sofre. Ainda que não sejamos um (a) psicólogo (a) nem um (a) psiquiatra, por meio da empatia, podemos perceber, quando uma pessoa está sendo acometida por um sentimento de angustia/ansiedade/tristeza. Após prestarmos o acolhimento inicial, precisamos incentivá-lo (la) a procurar por ajuda profissional.
          O suicídio e a tentativa de consumar o ato são questões de saúde pública. Além do esforço do Poder Público, faz-se necessário que a sociedade também faça a parte dela. É imprescindível que a sociedade busque informações a respeito das tentativas de suicídio e dos atos consumados. Ao buscar informação, a sociedade melhor saberá acolher ao indivíduo que pensa em desistir da vida. Além disso, saberá, por exemplo, como identificar os sinais de alerta e como proceder diante desses sinais. A maioria das pessoas, que pensam em suicídio, não querem desistir da vida, querem se afastar da angústia e do sofrimento. Segundo a psiquiatra Fabiana Nery, o suicídio é um sintoma de uma doença base e, assim sendo, ao tratar a causa primária desse sofrimento, o indivíduo se afasta do desejo de desistir da vida.
           O pacto de silêncio não auxilia, em nada, quando o assunto é a prevenção do suicídio. Além de orientar ao indivíduo – que passa por uma fase de angustia e sofrimento – a procurar ajuda profissional, precisamos também, por meio da informação, trabalhar pelo fim do preconceito em relação aos indivíduos que sofrem em função de um transtorno mental. O indivíduo angustiado não precisa de julgamento, mas, sim, de acolhimento e respeito. Tal acolhimento pode ter início por meio de um olhar atencioso e empático ou por meio de uma mensagem de ânimo e de otimismo, por exemplo. Como podemos perceber, existem várias formas de colaborar para que um ser humano não vá embora antes da hora.
          Que possamos – não somente no mês de setembro, mas também durante o ano inteiro – refletir a respeito das ações pelas quais poderemos melhor acolher ao sofrimento do próximo. Ressalto aqui o trabalho diário e gratuito, exercido pelo Centro de Valorização da Vida (CVV-188), apoiando e acolhendo aos indivíduos que lutam, de forma aguerrida, pela vida. Ressalto também o empenho e a dedicação dos (das) terapeutas, dos (das) psicólogos (as) e dos (das) psiquiatras na luta pela proteção da vida. Por fim, direciono-me, em especial, aos leitores que estão passando por uma fase difícil na vida: peço que não desistam, peço que procurem por ajuda. Podem ligar gratuitamente para o CVV, discando 188. Assim como podem também procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para que seja feito o encaminhamento ao serviço de saúde especializado.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Relações tóxicas: o caminho da recuperação

"Vai chover, vai secar, serão águas passadas..."
(Engenheiros do Hawaii)

          Dedico o presente artigo a todos que, de alguma forma, sofreram nas mãos de um (a) parceiro (a) tóxico (a). Tais pessoas – empáticas e valorosas – são dignas de menção, porque, não raro, enfrentam batalhas internas e externas, percorrendo um caminho nada fácil para dentro de si mesmas. Empreendem tal caminhada, buscando não somente os bons valores invalidados pelo (a) parceiro (a) destrutivo (a), mas também buscando o reencontro e a reconciliação com seu próprio eu interior.
            A vítima, quando decide abandonar o (a) abusador (a), torna-se um (a) sobrevivente de um relacionamento doentio. Segundo Sam Veknin, terapeuta e autor do livro Autoamor maligno: narcisismo revisitado, a mais sábia atitude a ser tomada, após o término de um relacionamento abusivo, reside no estabelecimento do contato zero com o (a) manipulador (a). Isso porque o contato zero interrompe, quase que imediatamente, o avanço das manipulações e do abuso, impostos, anteriormente, pela criatura manipuladora. Ressalto que o contato zero do (a) sobrevivente não tem relação com o tratamento de silêncio, imposto pelo (a) abusador (a). Contato zero – ou contato mínimo com o (a) abusador (a), quando há filho (a) (s) – representa um ato emergencial de defesa, enquanto o tratamento de silêncio representa um recurso para promover a violência psicológica.
         À medida que se afasta do manipulador (a), o (a) sobrevivente passa a perceber e a compreender os efeitos tóxicos do gaslighting (dissonância cognitiva), da triangulação (comparação/traição) e do tratamento de silêncio, por exemplo. Na fase de recuperação, é preciso ter muito cuidado com a manobra de manipulação – muito usada pelos (as) narcisistas e pelos (as) sociopatas – chamada hoovering. Esse termo faz referência, não por acaso, a uma marca de aspirador de pó. Hoovering é a técnica de manipulação pela qual, para tentar impedir a fuga do (a) sobrevivente, o (a) abusador (a) lançará mão de todos os recursos malignos disponíveis. Como, por exemplo, fazer-se de vítima, simular depressão e/ou simular arrependimento “milagroso”. Manipuladores (as) não entram no jogo tóxico para perder. São realmente profissionais no campo da mentira e do engano.
            Após o contato zero, faz-se necessário que o (a) sobrevivente se perdoe por não ter impedido a invalidação, proposta pelo (a) manipulador (a). Além disso, é imprescindível que, à medida do possível, busque a restauração da autoestima e da autoconfiança. Tais pilares possibilitarão a criação de limites pessoais saudáveis. A terapia, sem sombra de dúvida, ajuda, e muito, o (a) sobrevivente na caminhada pela recuperação mental e, consequentemente, física. Por fim, lembro aos sobreviventes que tão certo, quanto o dia e a noite, são os dias melhores que virão.      


(Imagem retirada da Internet)



quarta-feira, 26 de junho de 2019

Não entre no jogo tóxico



            A dinâmica do relacionamento tóxico existe para fortalecer o (a) agressor (a) e para escravizar a vítima deste tipo de relacionamento. Tal interação funciona como um jogo maligno de manipulação e poder. Não raro, os seres manipuladores são portadores de distúrbios mentais. Entretanto, cabe ressaltar que, às vezes, não há transtorno mental, há apenas um indivíduo egoísta e mau caráter, disposto a destruir o (a) parceiro (a) com o objetivo de satisfazer os próprios desejos. Hoje conversaremos sobre as principais táticas de manipulação, usadas pelos seres manipuladores.
            O Gaslighting (luz de gás), por exemplo, é uma tática sutil e violenta de manipulação. Por meio dessa tática, os (as) manipuladores (as) distorcem a percepção de realidade do (a) parceiro (a). Em razão desse jogo sujo, a vítima, não raro, passa a questionar a própria sanidade. Os mentirosos compulsivos, normalmente, aplicam o Gaslighting para se esquivarem das próprias responsabilidades. Muito cuidado, se, com frequência, tu costumas escutar do (a) teu (tua) parceiro (a), por exemplo: “Eu nunca disse isso”, “Não me lembro disso”, “Não quis dizer isso” ou “Traio, mas a culpa é tua”. Como podemos ver, a vítima de uma relação tóxica, por meio do Gaslighting, assume a culpa por todos os erros, cometidos pelo (a) abusador (a). Por conta dessa manipulação monstruosa, não raro, as vítimas permanecem presas nos relacionamentos destrutivos.
            Triangulação é outra tática usada para alimentar o jogo tóxico dentro de uma relação amorosa. O (a) manipulador (a) triangula, quando cria uma rede de contatos, paralelos ao relacionamento que tem. Após a formação dessa rede, o (a) manipulador (a) tenta provocar ciúmes e destruir a autoestima do (a) parceiro (a). Além disso, usam a triangulação para verificar o quanto a vítima da relação tóxica está ciente do cenário ao redor. Caso a vítima se revolte, durante o processo de triangulação, o (a) agressor (a) aplica, imediatamente, o tratamento de silêncio. Esse tratamento consiste em romper a comunicação com o objetivo de desorientar ainda mais a parte já fragilizada da relação tóxica. Após infernizar a vida do (a) parceiro (a), não raro, o (a) manipulador (a) sorteia alguém da rede de contatos para “celebrar o amor”, enquanto a vítima da relação tóxica se desintegra pouco a pouco.
             Se perceberes, portanto, sinais de manipulação e desrespeito no teu relacionamento amoroso, simplesmente, abandona o jogo tóxico, imposto pelo (a) manipulador (a). Se tu, por exemplo, não és sociopata, narcisista, psicopata ou mau caráter, fracassarás 100% das vezes que tentar enfrentar os seres manipuladores. Eles são profissionais do jogo tóxico. Assim sendo, protege teu coração e não te submete a nenhum jogo tóxico.



domingo, 10 de março de 2019

Não seja um monstro!



          Recentemente, estreou, nos cinemas do país, o filme A caminho de casa. Tal longa-metragem, por meio da história da cadelinha Bella, ressalta o quanto um animal de estimação pode ser fiel, protetor, brincalhão e companheiro. Diante da reflexão, proposta pelo filme, questionei-me: porque, mesmo diante de tantas qualidades, alguns indivíduos insistem em praticar monstruosidades contra os animais?
          Segundo o Artigo 32, da Lei N° 9.605 de 1998 – Lei Federal de Crimes Ambientais – configura-se crime: praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Tal legislação também prevê detenção e multa aos que optarem por descumprir a referida normativa. Entretanto, mesmo diante da referida medida de proteção aos animais, determinados indivíduos driblam a legislação e continuam praticando monstruosidades contra os animais. Quando maltrata e/ou abandona um animal, o indivíduo cruel e desleal evidencia que não é digno de receber afeto e gratidão. Diante de um caso de violência contra um animal, doméstico ou não, temos o dever de registrar uma ocorrência policial. Quando não registramos uma ocorrência, tornamo-nos cúmplices dos atos de crueldade, praticados contra os animais. Vale lembrar que as denúncias podem ser feitas de forma anônima.
          Além dos maus-tratos e do abandono, há outro tipo de crueldade ainda mais perversa: o ato monstruoso de envenenar um animal. Alguns criminosos envenenam os animais, porque, de forma doentia, desejam descontar a frustração, de uma existência desestruturada, na vida de um animal indefeso. Há também indivíduos cruéis que envenenam animais, simplesmente, porque possuem uma personalidade diabólica e, consequentemente, sentem prazer em maltratar os animais. Independente da motivação criminosa, faz-se necessário que tais indivíduos sejam subtraídos do convívio em sociedade. De forma oportuna, cabe ressaltar que diante da suspeita de envenenamento de um animal, precisamos agir rapidamente. Em função disso, é extremamente importante que tenhamos sempre por perto o contato do nosso veterinário de confiança.
          Para conter, portanto, o ímpeto criminoso daqueles que maltratam e praticam crueldades contra os animais, faz-se necessária a fiscalização constante da aplicação da lei de proteção aos animais. Além disso, é imprescindível que os cidadãos denunciem todo e qualquer ato de crueldade praticado contra os animais, sejam eles domésticos ou domesticados, sejam eles nativos ou exóticos, por exemplo. Tais atitudes são primordiais para que os animais recebam maior proteção e deixem de sofrer nas mãos de indivíduos criminosos, desumanos, desleais e covardes.  

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